11 99231-6498
Language:
Apresentação
11 99231-6498
SIGA-NOS

Notícias

24 de maio - Dia nacional do café – importante data para Itu

A região de Itu tem muito a comemorar e relembrar da sua história relacionada ao “grão de ouro” – o café. Diversas fazendas históricas, bandeirantistas, que também passaram pelo ciclo da cana de açúcar, chegaram ao auge de suas riquezas com o plantio do café.

A herança familiar desse rico patrimônio, do início do século passado, fez com que os mais jovens compreendessem a importância do ciclo do café para a história do Brasil, com muito destaque para a região de Itu, Campinas e Jundiaí.

A poucos quilômetros do centro de Itu, nas regiões vizinhas aos municípios de Salto e Jundiaí, concentram-se dezenas de fazendas remanescentes do ciclo histórico do café no Brasil. Muitas sofreram modificações, mas algumas ainda guardam lembranças da riqueza desse agro negócio e da cultura trazida por negros e italianos que, juntos, derramaram muito suor e sacrifícios para a construção do poder econômico dos chamados barões do café.

No início do século passado, com o registro de altas sucessivas do preço internacional do café, consequência da expansão do consumo no mercado norte-americano, nossa  cafeicultura foi ganhando terreno por todo o interior do Estado de São Paulo. O volume de capital gerado e movimentado com a atividade cafeeira e com o estabelecimento das grandes fazendas modificou completamente o modo de vida das regiões produtoras e levou os "Barões do Café" a ocupar lugar de destaque na cena política nacional.

Em 1920, o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar entre os países exportadores de café de todo o mundo, posição esta que manteve por muito tempo - e que ligou seu nome, de maneira definitiva, com a imagem do café. Nessa época, a cidade de Itu já ganhava projeção pela riqueza de seus fazendeiros que forjaram o crescimento da cidade com a construção de enormes propriedades urbanas que se destacam até hoje.
 
A cultura do café

Entre as grandes fazendas de Itu, como a Capoava, do Chocolate, Monte Belo e Concórdia, que abriram suas porteiras para o turismo rural, oferecendo pousadas de alto nível, destaca-se a Santo Antônio da Bela Vista que instituiu um programa educacional de visitas de estudantes para conhecer, de perto, o ciclo completo da plantação das mudas, colheita, secagem, torrefação, moagem e o beneficiamento do café feito na frente das crianças.
 
O projeto educacional foi batizado com o título: “Do Cafezal ao Cafezinho”. Desenvolvido pela engenheira agrônoma Maria Isabel Scarpa de Arruda, mais conhecida como Bebel, que iniciou seu trabalho com escolas, permitindo que as crianças aprendam, na prática, aquilo que elas vêem nos livros, o que significa não esquecer mais, além da oportunidade que elas têm de caminhar pelos campos da fazenda, nos quais podem conviver com a cultura e costumes locais.

No final dessa trilha de conhecimento é interessante observar que muitas crianças experimentam o café pela primeira vez nesse passeio pela fazenda. Aprendem, também, que são muitos os tipos do café, que o café não faz mal à saúde e até uma receitinha de um “milk shake” de café são alguns ensinamentos que elas recebem de uma forma didática e divertida. E, assim, em cada etapa do programa, passam a ser agricultores, ora colhendo café, ora abanando ou até mesmo esparramando o café no terreiro e, assim, conhecendo todo o processo do ciclo de produção do grão tão apreciado em todo o mundo.


Foto - café brasileiro



www.grandeitu.com.br
Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br