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8 de maio - dia do artista plástico, em memória do ituano Almeida Júnior

José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899) nasceu em Itu, há 168 anos, no dia 8 de maio de 1850. Foi o primeiro pintor a retratar, em seu trabalho, o tema regionalista, na fase madura de sua obra. Tinha um ateliê de artes na cidade de Itu, onde trabalhou como retratista e professor de desenho.

A obra
 
Considerado o primeiro artista plástico brasileiro, cunhou seu estilo caipira na pintura que refletia a estreita convivência de Almeida Júnior com os ambientes urbanos e rurais paulista, na segunda metade do século XIX. Por isso é reconhecido como fundador da pintura autenticamente nacional.
 
Dedicou grande parte da sua obra às raízes genuinamente ituanas. Inspirado na figura tradicional do caboclo nativo, criador de uma “cultura caipira” nas paisagens naturais e na gente de sua terra, transportando-as com maestria para suas telas.
 
Esses trabalhos constituem um importante acervo da arte nacional, muitos deles em grandes museus como, por exemplo, na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, onde suas obras estão num salão exclusivo e permanente. Além do reconhecimento da Pinacoteca do Estado, um dos museus mais importantes do mundo, também tem obras no Museu Paulista e no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
 
Seu talento emergiu desde os desenhos que fazia nas aulas da escola primária até o “Apóstolo São Paulo”, pintura que fez aos 19 anos e que impressiona os visitantes na Igreja N.S. da Candelária, onde esta a obra que lhe abriu o caminho da glória no meio artístico.
 
A fama

A data que comemora o artista plástico brasileiro foi escolhida em homenagem ao pintor José Ferraz de Almeida Júnior, um dos artistas nacionais mais importantes do século XIX. Nasceu em Itu no dia 8 de maio de 1850. Aos 19 anos entrou para a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Jules Lê Chevrel, Victor Meirelles e Pedro Américo.

Em 1876, recebeu uma bolsa de estudos do Imperador Dom Pedro II, que acreditou em seu talento e seguiu para Paris, onde participou da exposição de arte mais badalada da época, o Salon Offíciel dês Artistes Français.

Mergulhou seu pincel colorido na habitação e nos costumes e construiu sua obra, mais de 300 exemplares, com temas simples do cotidiano. Suas pinturas – “amolação interrompida”, “cozinha caipira” (com todos os seus utensílios), “caipiras negaceando”, “violeiro”, “picando fumo”, “pintando”, “Nhá Chica”, “leitura” etc. retratam o dia-a-dia do homem do campo.

Almeida Júnior faleceu em 13 de novembro de 1899, com apenas 49 anos, ao ser assassinado em frente ao Hotel Central de Piracicaba(SP), já demolido, por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido de Maria Laura, com quem o pintor manteve um longo e secreto relacionamento. Em 1950, 8 de maio foi oficializado como o Dia do Artista Plástico Brasileiro.



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Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br