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Desafios da capacitação em Turismo

Quando buscamos entender uma cidade estância turística, como Itu, distante apenas 100 km de São Paulo, devemos apoiar nossa percepção em dois fatores fundamentais: os prestadores diretos e indiretos de serviços turísticos e a população ituana, ótima anfitriã.

A imagem positiva de um núcleo receptor tem na prestação de serviço seu grande diferencial. As empresas prestam serviços de hospedagem, eventos receptivos e o que vai diferenciá-las é como pretendem fazer com que o consumidor seja atendido dentro de um conceito de excelência e que se consiga superar as expectativas do mesmo.

A forma como os recursos humanos são preparados, embora rica e complexa não seja bem entendida por aqueles que empregam. Via de regra, pensam que o domínio de idiomas ou ainda cursos rápidos de curta duração são a resposta para o mercado.

As faculdades, cursos técnicos e tecnólogos se esforçam para atender as necessidades do chamado “trade” turístico. Empregam técnicas operacionais  complementadas com uma visão mais humanística do turismo calcada na sociologia do lazer, animação turística, sustentabilidade e administração. Infelizmente, em Itu a Faculdade de Turismo esta desativada, por falta de alunos interessados.

Não são apenas aqueles que trabalham diretamente nas empresas de turismo que merecem atenção mas todo o entorno como as forças de segurança, os garis, os jornaleiros, os vendedores, os que cuidam de estacionamentos, balconistas de lojas, recepcionistas etc.

No fundo, o processo de preparação das cidades se baseia num conjunto de atribuições desenvolvidas em vários níveis mas com uma população anfitriã também consciente e preparada com programas que devem fazer parte, sempre, das diretrizes de desenvolvimento turístico e não apenas em momentos específicos sem nenhuma continuidade e fora de um contexto maior.

O ideal é que o assunto turismo entre no currículo escolar

O ideal é que as crianças possam aprender, desde o inicio de seus estudos, o quanto o turismo é um instrumento, especialmente num município estância turística, como Itu, de mudança nas relações de desenvolvimento.

Ao estabelecermos uma relação duradoura entre formação, população e prestadores de serviço estaremos contribuindo para uma Itu mais turística e com menos projetos equivocados de qualificação e reciclagem, que a cada dia vão injetando recursos em ações pontuais.
 
O tema foi abordado por Bayard Do Coutto Boiteux  da Associação dos Embaixadores de Turismo do Rio de Janeiro.
 

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Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br