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Idéias para melhorar o turismo em Itu

Azulejo do Museu Republicano mostra os primórdios de Itu
Falar sobre o turismo na Estância Turística de Itu é chover no molhado. Todos repetem o “slogan” de que a cidade tem “grande potencial” para receber visitantes. Mas, quando vamos desenvolver esse enorme potencial, ninguém sabe.

As atrações são muitas. Todavia, como o principal é o turismo histórico e cultural, esse apelo não chega ao turista, pois a cidade não aplica o conceito básico de oferecer “conhecimento” da história de Itu, presente em cada esquina dos seus 408 anos de fundação. Na verdade, a cidade continua conhecida em todo o país por ser a capital nacional do exagero.

Itu tem uma capacidade ativa para o turismo muito superior ao que hoje esta sendo explorada. Como aproveitar melhor a vinda dos turistas? Ora, todos sabem que a cidade vive da sua história, com influência, projeção e comprometimento com a história do Brasil.

Uma questão a ser debatida: o quê o turista tem para fazer quando chega a Itu? Além disso, o ituano precisa aprender a valorizar sua cidade. Seus monumentos, museus, igrejas, os aspectos coloniais, o período da escravidão e a riqueza que a cidade conquistou, são assuntos que precisariam ser introduzidos com mais força nas escolas de 1º e 2º graus, o que garantiria conhecimento específico para as novas gerações.

A cidade dispõe de universidades, atrativos da era geológica de 250 milhões de anos atrás, monumentos da época colonial, das fazendas bandeirantistas, ótima rede hoteleira e de restaurantes, uma rara Academia Ituana de Letras, um Museu da Música, mas não dispõe de propaganda adequada para informar os turistas.

O Protur, por exemplo, se esforça em divulgar alguns atrativos, todavia, só os faz para seus associados. É pouco. A Prefeitura deveria atuar fortemente no segmento de “folders” para serem distribuídos em vários pontos da cidade. Não estamos sabendo “vender” a Estância Turística. A cidade dispõe de Portais de Entrada, construídos com a idéia de torná-los pontos receptivos de turistas. Mas, estão abandonados e fechados. Justamente nesse espaço é que o turista teria que ser informado sobre o que ver em Itu.

Uma sugestão importante seria a produção de painéis com informações completas sobre cada atração turística. Exemplos: o Cruzeiro de São Francisco poderia ter sua história contada em fotos e textos em um painel, do tipo dos que existem no Parque do Varvito. Hoje, o turista vê aquela magnífica cruz, mas não sabe do que se trata.

A Casa do Imperador deveria ter um painel explicando o porque desse nome. Assim seria, também, com as igrejas barrocas, com os museus, com os monumentos históricos, com as fazendas, com o casario colonial. Enfim, tudo precisaria ser identificado com um histórico para propiciar conhecimento ao turista.

A identificação de cada atração turística enriqueceria a visita não só do turista, mas também do próprio morador da cidade e todos passariam a conhecer melhor as suas atrações. “Aqui, morou fulano de tal, esta é a estátua do ciclano, este prédio abrigou o 1º grupo escolar, esta igreja data do século XVII etc”.

Mais profissionalismo

As administrações municipais vão se sucedendo e as que entram não se preocupam em atualizar o “inventário” da cidade. O poder público não sabe informar a quantidade de hotéis e pousadas na cidade ou o número de leitos disponíveis ao turista.

A Rodoviária, por exemplo, não sabe informar o número de pessoas que usam ônibus para chegar a Itu. A Administração diz que é “impossível saber esse número”. Sem essa estatística, simples e fácil de ser produzida, a Prefeitura fica sem saber, por exemplo, os dados comparativos das visitas em feriados prolongados, de um ano para outro. Um mistério estranho. Se a capital e quase muitos outros município vivem anunciando os movimentos de chegada e partida de usuários, porque só Itu não consegue essa façanha?

O Cemitério, também um monumento histórico da cidade, pois abriga os túmulos das pessoas mais importantes da história de Itu, também não sabe informar quantos jazigos existem. Talvez não se perceba a importância desse número, sempre atualizado, para balizar a Prefeitura na questão de sua lotação e, possivelmente, a instalação de outro campo santo.

A falta de conhecimento é generalizada. O GrandeItu fez uma pesquisa com quatro gerentes dos maiores hotéis da cidade sobre a importância do “Trem Republicano” para o turismo de Itu e as respostas foram, no mínimo, constrangedoras. Nenhum deles havia ouvido falar desse importante projeto da Prefeitura. Isto é, ninguém freqüenta a imprensa local que já divulgou o assunto em muitas oportunidades seguindo as informações da Prefeitura sobre a obra. Os hotéis pesquisados foram: Itu Plaza Hotel; Hotel Ibis; Gandini Hotel; San Rafael Country Hotel. Depois, desistimos da pesquisa.

Lamentavelmente, parece que muitos segmentos importantes do “trade” turístico de Itu não apresentam qualquer compromisso com a cidade e seus projetos. Só se importam com os seus negócios e não são capazes de perceber que o aumento do número de turistas na cidade reverterá em mais demanda e lucros para os seus estabelecimentos.

O segredo está no levantamento de informações, em estatísticas, que tem a obrigação de serem produzidas com critérios confiáveis e que possam gerar credibilidade. “Fundamentalmente, é preciso buscar análises eficientes e confiáveis e não baseadas em números inventados, especialmente as projeções de aumento de turistas que o Ministério e as Prefeituras divulgam ano a ano, sem nenhum compromisso com a verdade. Não é só na época de Copa do Mundo que tudo é chute.


 
www.grandeitu.com.br
Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br