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Sem combustível não haverá turismo no feriado de Corpus Christi

Procissão de Corpus Christi em Itu, 2017
Tal qual o maior desastre ambiental do Brasil, que após um ano de lama e luta, pelo rompimento da barragem do Fundão, que destruiu a bacia do Rio Doce e acabou com a cidade de Bento Rodrigues em Minas Gerais, pouco foi feito para reparar os danos sofridos pela população – a plebe. Uma tragédia que se repete, agora, na área do turismo com a falta de combustível em todo o País.

Para os que pretendiam aproveitar o feriado prolongado para viajar e conhecer as comemorações de uma das datas mais importantes da igreja católica, aquela em que se fazem corredores com tapetes coloridos por onde passariam as célebres procissões do “Corpo de Deus”, como é tradição na Estância Turística de Itu, distante 100 km de São Paulo, não será possível o turista visitá-la porque não há combustível em todo o Brasil.

E já teve presidente que, com grande festa popular, anunciou que o país tinha conquistado a auto suficiência em petróleo!!!. O que vivemos hoje é uma vergonha nacional por falta de estratégias e gestão que não previu o caos e conseqüências da paralisação de caminhoneiros responsáveis pelo transporte de 60% do que existe nesta terra abençoada por Deus.

A situação é o pior desastre do turismo nacional, em todos os tempos. Um setor que, apesar dos “bla-bla-blas” do governo, não oferece o mínimo ao turista. Embora o Estado de São Paulo seja um oásis em relação a ótimas rodovias, isso não basta, pois a infra-estrutura nacional é muito fraca. Na verdade, a propaganda oficial destina verbas para incentivar o turismo, apenas, em Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro, uma cidade maravilhosa condenada a conviver, para sempre, com a violência gerada pelo comando do tráfico.

Como fazer o turismo nacional prosperar se os orçamentos do Ministério do Turismo têm uma das menores dotações entre todas as Pastas do Governo? Além disso, pode se imaginar as dificuldades de comando do setor lembrando que nos últimos 10 anos tivemos 13 Ministros nomeados, cada um tentando implantar suas idéias. Sem qualquer continuidade de trabalho o quê se poderia esperar?

O prejuízo de hotéis, pousadas, restaurantes, lanchonetes, bares, comércio etc. é incalculável. E, mesmo que essa situação de greve seja superada, vai demorar para o segmento do turismo ressuscitar pois, agora, falta o principal: a confiança no governo. Mas, talvez, todo o desabastecimento que acontece no país, que já gerou perdas de diversos setores somando mais de 34 bilhões de Reais, se transforme num estímulo para novas soluções para que a população não fique refém de uma categoria, importante, porém, fora de controle.
 
Fundamental é reconhecer os erros

Agora, muitos criticam a falta de ferrovias no país. A história é longa e vem da época do Presidente Juscelino que, para estimular o setor automotivo e atrair as grandes montadoras de veículos para se instalar por aqui, abandonou as ferrovias para que a indústria automotiva pudesse investir na produção de caminhões. E, não é só isso. Recuperar e construir ferrovias no Brasil seria um projeto que levaria de 30 a 40 anos para se concretizar e se tornar eficiente, além de um custo mais de três vezes maior do que construir rodovias.
Perdemos o bonde da história.

Às vezes, deve ser difícil, para os que habitam e freqüentam o Planalto, não ter contato com o povo, com o produtor rural, com os pequenos comerciantes, para avaliar suas reivindicações. No caso atual, errou ao ignorar os alertas de revolta contra a disparada do preço do diesel, com aumento diário e, também, da gasolina e gás de cozinha. Errou ao negociar com pessoas que não tinham comando para suspender a greve e errou, mais uma vez, ao atender todas as reivindicações dos caminhoneiros antes de garantir a liberação das rodovias.

Todavia, a inteligência do governo deve refletir para um perigo ainda maior: o desabastecimento de alimentos. Diversos setores ligaram o sinal de alerta com o avanço da paralisação, que continua, apesar dos anúncios do Executivo. A preocupação dos que governam é formar “gabinetes de crise”, reuniões sem fim...etc. Depois de duas semanas ainda não surgiram resultados práticos.

A Associação Brasileira de Proteína Animal informou que 64 milhões de pintinhos e aves morreram por falta de comida e que outro bilhão estaria em risco neste momento, assim como 20 milhões de suínos. Um prejuízo gigantesco em relação à exportação de frangos.

A Associação Nacional de Hospitais Privados manifestou preocupação com a crise. Escassez de alimentos para pacientes, falta de roupa limpa, ambulâncias paradas, falta de médicos e coleta irregular de lixo foram alguns dos problemas relatados em um comunicado.

A partir de segunda-feira, "muitos hospitais não conseguirão mais garantir o acesso e a continuidade do cuidado dos pacientes que necessitarem de tratamento se nenhuma medida imediata for adotada", informou a entidade.

O Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia do Brasil (SindiTelebrasil) pediu que se priorize o abastecimento dos veículos do setor "para proteger a operação da infra-estrutura crítica de telecomunicações".

Mas, se o desabastecimento de mercadinhos, mercadões e super-mercados acontecer, aí o caos sobe de patamar sem previsão das conseqüências para a população que já esta sofrendo, inclusive as classes menos favorecidas e, também, os 13 milhões de desempregados.

Tudo isso, foge do tema turismo, mas se trata de uma tragédia anunciada. Ficar horas na fila de um posto de combustível é uma humilhação para os que sustentam o país com o pagamento de impostos de todos os tipos. E, pior, todo o prejuízo decorrente desse movimento será pago por todos nós, a plebe. Deus Salve a Plebe.



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Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br