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Publicações 2019

15 de novembro – A República comemora 130 anos

O Museu Republicano da Estância Turística de Itu guarda boa parte da história de como o país conquistou a República
O ituano Prudente de Moraes foi o terceiro Presidente do Brasil
4/10/1841, Itu (SP) - 3/12/1902, Piracicaba (SP)
 
A história registra que, representando a oligarquia cafeicultora da época e os políticos civis após um período de domínio militar,  no dia 1º de março de 1894, o ituano Prudente de Morais foi eleito como 3º Presidente da República. O primeiro civil a assumir o cargo por eleição direta. Antes, havia sido governador do Estado de São Paulo (1889-1890),  Senador e presidente da Assembléia Nacional Constituinte de 1891.

Prudente José de Moraes e Barros, nasceu em Itu, no dia 4 de Outubro de 1841. Com menos de três anos perdeu o pai, comerciante de animais, assassinado por um escravo. Graduou-se em direito pela Universidade de São Paulo em 1863 e, no mesmo ano, transferiu-se para Piracicaba, onde exerceu advocacia durante dois anos até começar a carreira política, em 1865.

No Império, pertenceu primeiro ao Partido Liberal, monarquista. Foi eleito vereador, em 1865 e presidiu a Câmara Municipal de Piracicaba. Em 1873, transferiu-se para o Partido Republicano Paulista. Foi deputado da província de São Paulo e deputado na Assembléia Geral do Império.

Proclamada a República, foi nomeado por Deodoro da Fonseca (1º Presidente) chefe da junta governativa que esteve à frente do Estado de São Paulo de 16 de novembro a 14 de dezembro de 1889. Em seguida foi governador e permaneceu no cargo até 18 de outubro de 1890, quando renunciou para assumir uma cadeira no senado, aonde chegou à vice-presidência.

Na disputa pela sucessão de Floriano Peixoto, que chegara à presidência devido ao golpe de 23 de novembro de 1891, candidatou-se pelo Partido Republicano Federal (PR Federal), fundado pelo paulista Francisco Glicério em 1893. Vence as eleições presidenciais de 1º de março de 1894. Obteve 276.583 votos contra 38.291 de seu principal competidor, Afonso Pena em uma eleição que teve mais 29 políticos disputando.
Os quatro anos de governo de Prudente de Morais foram agitados devido a problemas político-partidários, da oposição dos setores florianistas e de continuação, no Rio Grande do Sul, da Revolta Federalista (1893-1895).

Em 1895, enfrentou a questão diplomática envolvendo os ingleses, que acharam por bem tomar posse da Ilha da Trindade e a revolta da Escola Militar. Fez então valer sua autoridade: fechou a escola e o clube militar. A questão diplomática com a Inglaterra foi resolvida favoravelmente ao Brasil.

Obrigado a submeter-se a uma cirurgia, se afastou do poder entre 10 de novembro de 1896 e 4 de março de 1897, passando o cargo ao vice-presidente, o médico Manuel Vitorino Pereira. Nesta interinidade, Manuel Vitorino transferiu a sede do governo do Palácio Itamaraty para o Palácio do Catete, na capital federal, o Rio de Janeiro.

No plano da política externa, resolveu, favoravelmente para o Brasil, a questão de limites com a Argentina, arbitrada pelo presidente norte-americano Grover Cleveland  na qual se destacou o representante brasileiro, Barão do Rio Branco.

Esta história é para os que não conheceram ou não aprenderam sobre a eleição popular do terceiro Presidente do Brasil, nascido em Itu. O que dá bem a idéia da importância de Itu no cenário político nacional durante o século XIX.
Tão importante que deu origem ao movimento republicano que culminou com a “Convenção de Itu”, em 18 de abril de 1873. A reunião de políticos republicanos em Itu deu início aos trabalhos que resultaram na queda da Monarquia e a Proclamação da República Federativa do Brasil. Em 2019, comemoramos 130 anos da histórica proclamação decretada em 15 de novembro de 1889 pelo Marechal Deodoro da Fonseca.




 
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Raul Machado Carvalho – Editor