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Publicações 2019

A importância do turista gay

Por décadas, a propaganda do turismo no Brasil se baseava no corpo da mulher.
Recente polêmica provocada pelo governo a respeito do preconceito com o viajante gay é um dos mais terríveis enganos de avaliação do potencial de gerar grandes lucros para o segmento turístico, até hoje, não entendido por quem não é do ramo. E o pior, o Ministro encarregado pela pasta nem tenta corrigir seu chefe quando diz que o Brasil “não pode ser um país do mundo gay, do turismo gay” etc.

Importante lembrar aos hoteleiros e donos de restaurantes ou barzinhos de que os casais gays, de dois homens ou de duas mulheres, geralmente têm curso superior, bons empregos com boas rendas e não tem custos de manutenção com crianças, com escolas, roupas, médicos etc. e, por isso, sobra dinheiro para viajar e se divertir, situação bem diferente dos casais tradicionais.

Segundo a consultoria Out Now, o turismo LGBT movimenta anualmente US$ 218 bilhões (R$ 870 bilhões na cotação atual). Ao fazer criticas a essa parcela do ramo turístico, durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, quando Bolsonaro completou seu argumento com a frase “temos famílias”. O Brasil não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay.

Parece que há uma Lei que permite o casamento homoafetivo no Brasil

Bem, a solução é perguntar: somos um país livre, democrático e sem preconceitos? A questão do “temos famílias” é fácil de resolver – cada um que cuide da sua e não se intrometa na vida dos outros. Precisamos entender melhor a Lei que, desde 2013, quando foi aprovada, permitiu o casamento civil homoafetivo registrado em cartório. Até o final de 2017, o Brasil já havia realizado 19.522 casamentos entre dois homens ou duas mulheres.

Outro destaque positivo para o mundo dos negócios e geração de empregos é a instituição de Paradas do Orgulho LGBT por todo o País. Na Estância Turística de Itu, por exemplo, desde que foi implantada, sempre foi um sucesso. E a tendência é cada vez crescer mais.

A Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada uma das maiores do mundo registrou, em 2018, um público de cerca de três milhões de pessoas se divertindo e brincando na Avenida Paulista, gerando uma receita de R$ 190 milhões para a Capital.

O corpo feminino erotizado sempre foi atração turística

Não há necessidade de grandes estudos sobre o uso da imagem da mulher, pela Embratur, na divulgação das atrações turísticas do Brasil difundida no exterior. Os “folders” da empresa sempre tinham nas capas a mulher de biquíni nas praias, sempre com ares provocativos, especialmente no Rio de Janeiro.

“Historicamente”, por décadas, a atividade turística utilizou o corpo feminino e sua imagem erotizada como um produto turístico, sempre provocando um imaginário social machista, sexista e racista. E nem estamos falando da mulher no carnaval carioca com imagens que vendem o corpo feminino como o maior atrativo turístico, o que fomentou a inclusão do país na rota internacional do turismo sexual.


 
 
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Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br