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Publicações 2021

Cúpula do Clima é amanhã. O que o Brasil vai falar?

Imagem da devastação da floresta amazônica
A expectativa é grande para os integrantes de 40 países que participarão do evento e de outros 150 países esperando explicações pela crescente onda de desmatamento da Amazônia, tema de interesse em todo o Planeta. A convocação foi feita pelo Presidente norte-americano, Joe Biden muito interessado na preservação do meio ambiente em todo o mundo.
 
O Presidente do Brasil terá três minutos para se manifestar e, certamente, vai continuar falando que aqui não há problemas com o meio ambiente, que tudo está sob controle, como a pandemia. Ele enviou, recentemente, uma carta ao Presidente dos Estados Unidos prometendo que conseguirá acabar com o desmatamento ilegal até 2030. A resposta americana é que o problema precisa começar a ser resolvido já, sem promessas futuras.
 
O Brasil quer dinheiro, embora o vice tenha dito que “nós não vamos pedir esmolas”. Esmolas de bilhões de dólares para coibir o desmatamento e os incêndios na Amazônia e no Pantanal que, ao longo deste ano voltarão, deveriam ser bem vindos. E, também, combatermos os crimes ambientais. O problema é que esse dinheiro não será do governo americano. Eles ainda devem estar ressentidos com o fato do Brasil ter sido o último governo do mundo a reconhecer a vitória de Biden nas últimas eleições. Talvez de Ongs.
 
As imagens de satélites não mentem. O desmatamento tem aumentado significativamente. O derramamento de petróleo nas praias do nordeste ficou, até hoje, sem explicação. Agora, temos projeto que regulamenta a exploração da mineração em terras indígenas. Importante lembrar que a proteção do meio ambiente passa pelas terras indígenas, as mais preservadas e que oferecem o maior estoque de carbono do país.
 
A questão é que o mundo sabe que o meio ambiente não é levado a sério no Brasil. Perdemos os auxílios financeiros para o Fundo da Amazônia promovidos pela Alemanha e Noruega que desde 2008 nos enviou um montante de 3,4 bilhões de reais, pela ineficiência na aplicação desses recursos. Então, o Presidente retrucou – “Esse pessoal quer, aos poucos, ir comprando a Amazônia”.
 
O maior problema sobre esse assunto é que o Presidente não acredita no desmatamento e nem nas queimadas. Agora, a expectativa é que o Brasil apresente um compromisso político claro e pragmático com a preservação ambiental, incluindo cronograma de redução gradual do desmatamento e uma meta mais ambiciosa do que a atual para redução de emissões de carbono. 
 
Na verdade, Bolsonaro não é o único culpado por esse estado de coisas. Ele é muito mal assessorado. Nomeou Ministros que não tinham nenhum compromisso com o mundo diplomático, com o meio ambiente, com o turismo etc.
 
21/04/2021

 
Raul Machado Carvalho – Editor
www.grandeitu.com.br
grandeitu@grandeitu.com.br