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Publicações 2019

Faditu esconde o Memorial Michel Temer

Depois de oito meses da festa de inauguração do Memorial do ex-presidente Temer, na Estância Turística de Itu, dentro da Faculdade de Direito, o espaço está fechado. Nela, Temer se tornou professor assistente em 1969. Especialista em Direito Constitucional, prosperou na comunidade acadêmica ituana, até se tornar diretor da faculdade, de onde só saiu após 15 anos de serviços prestados.

Desde o último mês de abril o Memorial esta fechado. O Grande Itu fez diversos contatos com a instituição sem ter qualquer tipo de resposta sobre o que acontecerá com cerca de 75 mil itens que contam a história da passagem de Michel Temer pelo Palácio do Planalto. O lamentável é que o Memorial poderia se tornar em novo pólo de atração turística para a cidade.

Importante lembrar que a intenção do ex-presidente era disponibilizar ao público um acervo de 526 peças museológicas, 47.392 e-mails, 24.246 cartas, 1.129 audiovisuais, 2.349 bibliográficos e 1.154 textuais - que incluem discursos, diplomas, textos avulsos, certificados, relatórios e material publicado pela imprensa.

Além disso, o espaço conta com um acervo de medalhas que Temer recebeu durante o seu mandato. Os presentes que Marcela Temer ganhou também fazem parte do memorial. Presentes que o presidente recebeu ou trocou durante viagens oficiais estão incluídos no acervo da presidência.

De acordo com ex-presidente, o Centro de Memória Michel Temer servirá de base para pesquisas sobre o período em que esteve à frente da presidência do Brasil. Ali será possível visualizar a sua trajetória, mostrada com apoio de fotos e em narrativa cronológica, desde o seu nascimento até suas ações como presidente.

A Faditu precisa explicar a situação

A Faditu foi fiel depositária desse imenso acervo que, como disse Temer, servirá de base de pesquisas sobre o seu período na presidência. Mesmo porque, o ex-presidente tinha excelentes relações de amizade com a diretoria da Faculdade. Ou será que o Memorial foi fechado porque ele foi preso?

O problema é que ali esta um material histórico e público e, portanto o acesso deve ser liberado. A responsabilidade da Faculdade de Direito de Itu, sobre esse acervo, é muito grande e só podemos entender que houve alguma influência política para o fechamento do Memorial. Ou então, porque ele foi preso.

Diversa ligações, na semana passada, para tentar ouvir uma explicação, foram perdidas. A recepção da Faculdade informava que a única pessoa que poderia dar informações era a D.Arlete, gestora da Biblioteca da instituição. Todavia ela nunca estava disponível para atender. Se a ligação era pela manhã a informação é que ela só estaria depois das 16 horas. Quando ligávamos à tarde, ela só estaria no dia seguinte.



www.grandeitu.com.br
Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br