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Publicações 2020

Melhorar o trânsito deveria começar pela Auto Escola

Aulas de trânsito para crianças é a melhor solução para a promover a segurança de todos.
As cidades, destinos de movimentos turísticos, em qualquer lugar do mundo, devem primar por um trânsito seguro para garantir ao turista total segurança em seus passeios. Isso porque o trânsito tem muito a ver com o turismo.
Todavia, o ensino de como dirigir um automóvel, como viajar em segurança, e poupar vidas, continua muito pobre no Brasil. Nossos números de mortes e de inválidos pelo trânsito são semelhantes a de grandes guerras ou cataclismas.

Agora, por exemplo, mesmo com o pomposo nome de CFC – Centro de Formação de Condutores – nada mudou. O lobby continua grande e quase impossível de ser desmontado. A pergunta é: como um candidato a motorista aprende a guiar com apenas duas marchas no carro? É verdade. Nas aulas com monitores, o aluno só pode usar a 1ª e 2ª marchas e, às vezes, conforme o critério do instrutor, também a 3ª marcha.

Com o trânsito de hoje, nas capitais e cidades do interior do Brasil, isso se torna impossível de ser aplicado na prática. E, o pior, cada vez mais aumenta o número de inválidos e mortos pelo trânsito com um altíssimo custo para os cofres do SUS.

O Brasil tem uma estimativa de condutores habilitados em torno de 75 milhões de motoristas. Nos últimos dez anos, de 2009 a 2019, mais de um milhão e meio de vítimas graves ocorreram no País. Todavia, possivelmente, se as aulas de aprendizado e introdução ao volante atendessem alguns requisitos básicos a situação poderia melhorar muito.

Pesquisamos em muitas auto-escolas o perfil das aulas. Em São Paulo e também na Estância Turística de Itu. Isso porque o turismo tem muito a ver com o trânsito. Os resultados dessa pesquisa são praticamente iguais. São 20 aulas de curso. Não há aulas a noite, quando os parâmetros de direção são muito diferentes. Não há aulas em dias de chuva, o que também prejudica em muito o aprendizado. Principalmente em relação à frenagem do veículo. E, também, ninguém se atreve a dar uma aula em rodovia. Isso porque em rodovia teríamos de andar numa velocidade de, pelo menos, 80 km/h o que é impossível fazer em 1ª, 2ª e até em 3ª marchas.

Dessa forma, muitas vezes eles não aprendem nem os comandos disponíveis no painel, muitas vezes a gente vê carro andando na rua com o limpador traseiro ligado, isso porque ninguém ensinou como faz para desligar. No uso do farol mesma coisa. Farol alto e baixo é a mesma coisa para muitos. Muitos deixam as aulas sem saber direito a posição correta das mãos no volante.

Uma vez, no trânsito, guiava um Escort XR-3. Numa longa descida engarrafada, dois jovens num veículo igual, parearam com o meu carro. O motorista me pediu uma informação. Ele colocou o câmbio no neutro para economizar combustível e descer a ladeira e o freio ficou duro e não funcionava mais. Então perguntei: seu carro esta com o motor ligado. A resposta foi não. Aí expliquei que sem o motor ligado o freio não funcionava. Ele se surpreendeu e aprendeu a lição.

Muitas vezes os jovens que obtém a CNH tendem a comemorar o fato com festa e assim convidam amigos ou namorada para um passeio na praia. Seu despreparo para dirigir numa rodovia, pode não ter volta.

Projetos para Auto Escolas deixarem de ser obrigatórias

Educar crianças para o trânsito é muito mais que pensar nelas como futuros condutores, é pensar nelas como PEDESTRES e CIDADÃOS, muito melhores e, desta forma, ter a esperança de um trânsito mais humano no futuro.
Outro problema nacional são os custos da habilitação. Além, é claro, as taxas que as auto-escolas às vezes sugerem para garantir aprovação no exame prático.

Quando completei 70 anos tive que voltar a uma auto escola para 5 aulas teóricas para me atualizar com as Leis de Trânsito. No primeiro dia de aula, o jovem instrutor, para uma classe de 15 alunos, só falou de futebol e mulheres. No segundo dia, me atrevi a perguntar a ele o que iria cair na prova teórica e ele me respondeu: “senhor fique calmo. Você estando aqui na aula você já passou na prova”. Sem comentários.

Agora surgem novas propostas no Congresso para tornar facultativa a frequência em auto escolas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida consta no Projeto de Lei 4474/20, cujo texto já está em análise na Câmara dos Deputados.

O projeto permite que a instrução a futuros condutores possa ser feita de forma privada, sem necessidade de o candidato frequentar uma autoescola”, explicou o deputado, autor do projeto. A intenção, segundo ele, é deixar o processo de obtenção da CNH menos burocrático e custoso.

De acordo com o texto da proposta, para realização de provas escritas, que abrange conhecimentos de legislação de trânsito e primeiros socorros, os órgãos de trânsito terão que oferecer material gratuito em seu sítio eletrônico, permitindo a auto-instrução.

Já no exame prático de direção, realizado na via pública, a instrução poderá ser feita por instrutor independente, credenciado junto aos órgãos de trânsito.
Para isso, o instrutor deverá possuir habilitação na categoria pretendida pelo candidato por no mínimo cinco anos. Além disso, será necessário:≈nsp;não ter sido penalizado, nos &ucute;ltimos cinco anos, com suspensão ou cassação do direito de dirigir, ou ter processo em andamento contra si para essas penalidades; e não ter sido condenado ou estar sendo processado por crime de trânsito.O veículo utilizado pelo instrutor deverá conter identificação própria da condição de aprendizagem, na forma estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Além dessa proposta, outro projeto torna a formação em auto escola optativa para os candidatos a motorista (PL 3781/19). A proposta tramita em conjunto com mais de 200 outros projetos que alteram o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Outra alternativa, já que o país agora é muito amiguinho dos Estados Unidos, seria copiar o sistema americano, onde não existem auto escolas.

Primeiro passo:
Cada Estado possui regras de trânsito distintas. Por isso, o futuro habilitado precisa estudar a legislação válida para o local que vai ser realizada a prova. Pela internet é possível encontrar literatura com todas as informações que o condutor precisa saber na hora do teste. Portanto, o americano que for tirar a habilitação em Orlando, deve se atentar para buscar o respectivo livro da Flórida.
 
Diferente do Brasil, os EUA não exigem aulas presenciais sobre regras de trânsito. Por isso, uma boa estudada no material disponibilizado pela internet já é o suficiente para a hora da prova. Ela será realizada em um computador do departamento de trânsito local.

Segundo passo:
Após a prova teórica, o candidato passará por uma avaliação de visão muito simples e rápida. Será constatado se o futuro habilitado deverá, ou não, ser obrigado a usar um óculos enquanto guia o carro. Após a aprovação desta fase, o condutor vai receber uma licença provisória de direção. Ou seja, uma autorização para guiar o carro, caso tenha uma pessoa habilitada ao seu lado. Se o candidato já souber dirigir, ele vai ser prontamente encaminhado para a terceira e derradeira etapa.

Terceiro passo:
No mesmo dia, o solicitante poderá realizar todos os testes: o teórico, o de visão, e o mais importante, o de direção. A avaliação, muito simples, será feita no automóvel disposto pelo candidato. Durante a prova alguns comandos básicos serão analisados como aceleração, freio, estacionamento, sinalização, entre outros aspectos. Se o condutor for reprovado, ele poderá realizar uma nova avaliação no dia seguinte. Caso o motorista seja aprovado, no mesmo dia ele terá sua habilitação em mãos.

23/10/2020


www.grandeitu.com.br
Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br