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Publicações 2019

O Brasil de turistas esta muito longe dos outros países

A Travel+Leisure não é uma revista qualquer. Ela tem sede em Nova Iorque e promove anualmente a eleição dos principais destinos turísticos do mundo. Os editores examinam os diversos países através de press releases, as estatísticas do turismo e as planilhas de abertura de hotéis, estréias de restaurantes e novas rotas de vôos antes de decidir para onde ir de férias.

É uma das três líderes mundiais na divulgação de destinos turísticos com quase 5 milhões de leitores que se aconselham mensalmente em suas páginas sobre destinos para férias ou lazer. Como ocorre todo ano, a publicação divulgou uma pesquisa com jornalistas e profissionais de viagens dos principais centros mundiais sobre os 50 melhores lugares para conhecer em 2019.

As respostas foram diversificadas. Foram recomendados desde destinos badalados como Nova Iorque ou Paris, aos quase desconhecidos, como ilhas Andaman, na Índia. Entre os melhores do mundo estão países como Chile, Austrália, Malásia, Quênia, Panamá, Porto Rico, Turquia, Egito, México, Estados Unidos, China, Emirados Árabes e Hungria, entre outros. Pois bem: ninguém citou o Brasil.

Foi uma injustiça com nosso País, mas não um fato isolado. O que será que acontece com o nosso turismo, que há décadas patina no ridículo patamar de 6 milhões de visitantes estrangeiros por ano, a grande maioria dos “hermanos” argentinos? Isto representa insignificantes 0,005% do movimento global, que em 2017 ultrapassou 1,3 bilhão de viagens por ano. Atraímos pouco mais que o número de visitantes do Camboja, que ainda se recupera de devastador genocídio há poucos anos.

Citamos sempre que monumentos como a torre Eiffel e a Estátua da Liberdade somam mais de 7 milhões de visitantes por ano, cada um.

O que não falta ao Brasil é uma geografia espetacular. Dispomos de uma cultura na qual prevalece a alegria, simpatia e generosidade de um povo que já nasceu hospitaleiro. Mas, quando o assunto é turismo, nada disso parece influenciar. Levamos surra de países principiantes no ramo. De ilhotas difíceis de localizar como as Granadinas, no Caribe, a desertos da Namíbia, na África, todos parecem gerir melhor a fórmula do sucesso que os brasileiros.

E de nada adiantou a tentativa de melhorar o receptivo com copa do mundo de futebol e olimpíada, com custos extraordinários incompatíveis com a situação econômica do Brasil
A culpa é sempre da falta de infra-estrutura, financiamento, políticas públicas e também da falta de segurança urbana. É mais fácil colocar a culpa da situação só na crônica míope dos governos. Aliás, nos últimos dez anos tivemos doze ministros do turismo.

Itu precisa da ajuda dos seus filhos

Todavia, o que não se comenta é a falta de empenho dos cidadãos, empresários e imprensa. Na verdade todos precisam colaborar com o poder público que sozinho não consegue atingir seus objetivos. É preciso a presença das empresas privadas contribuam também. Se elas estão felizes com seus lucros nas terras ituanas também deveriam pensar em retribuir e incentivar o turismo em Itu que já alcançou destaque e fama nacional.

Basta olhar em volta. Uma manta artificial protege um sistema fechado que prestigia a má gestão e impede inovações – e renovações – do setor. Cultua-se uma dança das cadeiras, onde as pessoas de sempre trocam de posição entre si, dentro de empresas e associações de classe. Isto faz prevalecer o lema “é preciso mudar para as coisas ficarem como estão”.

Com reduzida capacidade crítica e miopia diante da evolução tecnológica e marcha do tempo, pseudo líderes preferem se auto-premiar e confraternizar em bocas-livres e famtours, numa ação entre amigos. Vivem, assim, uma falsa utopia. Avessos ao risco, eles são os primeiros a reclamar da baixa participação do Estado quando se trata de investimentos, e de sua presença ostensiva toda vez que os negócios se tornam lucrativos.

Como camaleões atrás da sobrevivência, vários segmentos do turismo se ajustam ao mercado. Diante do perigo de prejuízo, invertem os sinais: ao invés de importar estrangeiros, passam a exportar brasileiros para o exterior. Azar dos hotéis, pousadas e restaurantes que não têm como transferir suas estruturas físicas para outro lugar.

Para piorar, há uma imprensa que abre mão de sua função de vigiar e informar sobre a realidade. Parece que está com os olhos censurados por regalias e comerciais. Como é possível que o principal jornal da Estância Turística de Itu não tenha um espaço permanente para os assuntos de turismo. Vivemos numa estância turística e nada se cria, mas tudo se copia dos textos da comunicação da Prefeitura. E só.

Vivemos da divulgação dos eventos promovidos pela secretaria de turismo que oferece o ano todo uma grande variedade de manifestações artísticas, culturais e de herança histórica. Por exemplo: uma das coleções mais importantes da história da República do Brasil está nas paredes do Museu Republicano de Itu. Que perdoem os monarquistas, mas aqui é o Berço da República.

Itu precisa da ajuda dos seus filhos, especialmente dos vereadores locais que representam o povo para liderarem uma campanha do “que você pode fazer por Itu hoje”? Temos que formar um exército de ituanos comprometidos. O prefeito não administra sozinho.


 
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Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br