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Publicações 2020

O Turismo em 2040? Estudo revela tendências globais sobre futuro

E as previsões para o turista brasileiro em 2020
 
 
O Portal Brasileiro do Turismo Mercado & Eventos publicou um texto, da jornalista Janaina Brito, encomendado à Allianz Partners, líder global em assistência 24 horas e seguro viagem, sobre futurologia – O Mundo em 2040, do qual foi extraído o capítulo Futuro do Turismo e viagens pelo mundo. Na nossa visão o tema é muito interessante e, por isso, decidimos compartilhar com nossos leitores.

O relatório identifica tendências que ditarão a forma como as pessoas viajarão e como o mercado se adaptará às mudanças nos próximos 20 anos. È importante que o “trade turístico” perceba o que vem pela frente e como se adaptar aos novos tempos – afinal 2040 esta logo ali.

O transporte aéreo vai evoluir para aeronaves que cruzarão o Atlântico em menos de quatro horas, todos os carros serão automáticos, trens supersônicos, check-in imediato, assistentes com inteligência artificial, experiências exclusivas com realidade virtual, viagens para destinos exóticos como a Lua…Até 2040, a indústria do Turismo passará por diversas mudanças, se tornando mais rápida, fácil, vantajosa e ecologicamente sustentável, de acordo com o relatório ‘The Future Travel Experience’, que faz parte da série de futurologia “The World in 2040”.
 
O estudo, realizado pelo futurologista Ray Hammond e encomendado pela Allianz Partners, aborda uma ampla gama de tendências e tópicos de diversas áreas, entre elas, o futuro do Turismo e viagens do mundo.

Check-In instantâneo
 
Até 2040, o rosto do viajante será seu passaporte e seu cartão de embarque, de acordo com o estudo. Os sistemas de reconhecimento facial já estão em uso experimental em inúmeros aeroportos e dentro de 20 anos, computadores identificarão com segurança o seu rosto. Seu uso será generalizado nos aeroportos, estações de trem, terminais rodoviários etc. Bastará apenas um olhar e a identificação facial permitirá que o viajante siga o seu destino.

Dentro do terminal ou estação, um assistente de I.A. (Inteligência Artificial) se apresentará através de dispositivos eletrônicos e apontará os principais pontos de parada – lounges, lojas, restaurantes, bares, etc. -, além de informar os clientes sobre seus vôos, trem, navio, horários de embarque e guiará o viajante pelo processo.

E, a menos que o cliente escolha fazer isso, já não será mais necessário carregar sua própria bagagem para o terminal ou estação. Baseado em aplicativo e serviços (pagos) que receberão e entregarão sua bagagem para o seu destino. Esse tipo de serviço já está em operação e, até 2040, esses serviços provavelmente serão onipresentes.
Isso nos leva a uma segunda tendência. Os viajantes não precisarão mais se preocupar com o excesso de bagagem, pois em 2040, será possível enviar suas medidas para o hotel do destino antes da sua chegada e roupas pesadas ou volumosas (por exemplo, roupas de inverno, capas de chuva ou sapatos) serão impressas, em 3D.
Estarão disponíveis aguardando sua chegada, reduzindo, assim, a quantidade de bagagem que o turista precisará transportar.

O baixo custo das roupas impressas em 3D também significa que os viajantes poderão deixar as roupas para reciclagem local, outra tendência muito forte para o futuro do turismo - a preocupação com as questões ambientais.
Sustentabilidade e turismo de mãos dadas
 
O crescimento projetado para as viagens aéreas nós próximo anos também enfrentarão problemas: As mudanças climáticas resultantes da aviação. Atualmente, a aviação representa cerca de 4% das emissões de gases do efeito estufa.  Pela necessidade de combater as mudanças climáticas, podemos ter certeza que as aeronaves e jatos de 2040 serão muito mais econômicos no uso de combustível. Um número significativo de aviões estará voando com combustível sustentável derivado de biomassa.

Os navios de cruzeiros também serão muito mais ecológicos do que são atualmente. Os navios serão movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL), um combustível fóssil leve e com baixa emissão de gases de efeito estufa, transformando as férias nos cruzeiros em uma das maneiras mais ecológicas de viajar pelo mundo. A variedade de destinos também continuará a crescer, expandindo-se especialmente para Ásia.

Experiências e Destinos Exóticos
 
Ficção científica? Não. Para alguns viajantes,  em 2040, os destinos do nosso planeta poderão não ser mais suficientes. A procura por destinos exóticos já está na moda em 2020, mas daqui a 20 anos é provável que os turistas estejam voando regularmente para a Lua enquanto procuram a experiência de ver a Terra do espaço. As viagens para a Lua já são uma realidade, mas em 2040, é provável que o custo tenha caído para uma fração dos preços dos bilhetes de hoje. Atualmente, a Virgin Galactic está oferecendo viagens para o espaço por US$ 250.000, ainda para este ano. Aproximadamente 600 pessoas já reservaram o bilhete.
 
Viagens mais rápidas
 
A agilidade no deslocamento de um destino para o outro também é uma das tendências para 2040. As viagens de trem “cross-border” serão mais agradáveis e melhoradas em muitas partes do mundo. As redes de computadores e a “Internet das Coisas” (IoT) gerenciarão redes ferroviárias nacionais e internacionais, permitindo que os trens circulem mais rápido e ainda mais conectados. A velocidade também aumentará, com grande parte da frota operando acima dos 201 km/h (125 mph).

Economizar tempo de viagem é importante para os viajantes atuais. A nova geração de jatos supersônicos oferecerá aos passageiros da classe executiva a oportunidade de atravessar o Atlântico ou todo um continente em apenas três horas e meia.

Os primeiros jatos supersônicos de tamanho médio de passageiros já estão em desenvolvimento em uma fabricante de aviões iniciante chamada Boom Tecnologia. As companhias aéreas Virgin Atlantic e Japan Airlines já investiram na Boom e encomendaram 20 aviões supersônicos cada um. No total, a Boom já anunciou a encomenda de 76 aeronaves.

Tecnologia como facilitadora 

A tecnologia multissensorial de realidade virtual aumentada permitirá que os turistas explorem virtualmente um destino antes de conhecê-lo fisicamente. Isso deve estimular os visitantes a conhecerem novos lugares. Essa tecnologia também permitirá que os turistas entrem em quartos de hotéis virtualmente, visitem destinos, explorem museus ou entrem em restaurantes a partir do conforto de sua própria sala de estar. Com essa novidade, é esperado que o turista seja estimulado a conhecer novos lugares.

Alguns hotéis de luxo cumprimentarão seus convidados com um rosto humano, muitos hotéis econômicos e de negócios usarão check-in e orientações automáticas para os quartos fornecidos por assistentes de software. Muitos hotéis fornecerão até portadores de bagagem robóticos para transportar as malas. Identificação facial, impressão digital, Smart Watch ou outro dispositivo eletrônico servirão como a chave do quarto.
 
Na rua, os viajantes poderão identificar instantaneamente pontos de interesse ao redor deles usando ‘realidade aumentada’ através de óculos, lentes de contato ou dispositivos eletrônicos portáteis. A experiência “de rua” de 2040 será entregue por internet de alta velocidade através de redes sem fio e será extremamente rica em informações.
Barreiras linguísticas não serão mais um problema na hora de decidir o destino desejado. Os viajantes em 2040 também poderão compreender instantaneamente os idiomas sendo falado em torno deles. Muitos dos viajantes de hoje falam apenas sua própria língua nativa e acabam desistindo de um destino por conta da dificuldade para se comunicar.

Até 2040, essa barreira não existirá mais, pois os fones de ouvido sem fio de baixo custo fornecerão traduções instantâneas das principais línguas do mundo. Isso, com certeza, estimulará as pessoas a explorarem novos destinos.

Consequências da evolução 

Mas nem tudo são flores na hora de prever o futuro. “Embora alguns aspectos das viagens devam ser muito menos estressantes até 2040, ainda haverá alguns imprevistos a se enfrentar, como cancelamentos, dificuldades climáticas, atrasos e emergências no exterior. Para isso, as empresas de seguros de viagens estarão ainda mais estruturadas para atender uma demanda imprevisível.

O sucesso da indústria de viagens de lazer também traz seus próprios problemas, além das questão das mudanças climáticas. A palavra “Overtourism” é usada para descrever os efeitos negativos de muitas pessoas visitando os destinos turísticos mais populares ao mesmo tempo.

Durante décadas, a maioria dos destinos turísticos tentou atrair o maior número de visitantes possível, sem nenhuma ação preventiva ou limites para que as experiências dos turistas e dos locais sejam agradáveis. Mas o pensamento do turismo agora está começando a mudar.

Soluções para o “Overtourism” deverão ser tomadas para que a experiência de viajar permaneça agradável ao público

Como resposta ao Overtourism, o destinos mais populares do mundo provavelmente investirão esforços para discriminar e atrair o “tipo certo de turista” e, quando necessário, o número de visitantes será controlado através da redução na capacidade de acomodações, cobrança da entrada de visitantes, pré-reserva com números fixos, subsidiando menos vôos, restringindo visitas de navios de cruzeiro e promovendo destinos menos conhecidos.

Em 2040, quatro bilhões de pessoas – metade da população mundial – viajarão aos finais de semana, feriados e pequenas folgas. Por esse motivo, é provável que os viajantes que desejam conhecer os lugares mais populares do mundo, terão que reservar com antecedência e comprar o ticket que concede acesso a determinados locais ou destinos, em um determinado dia e horário específico.

O enorme crescimento das viagens globais previsto para 2040 é bem-vindo, mas será vital que a indústria de viagens ofereça experiência turística sustentável e ambientalmente responsável.
 
Cinco tendências dos turistas brasileiros para 2020

1 – Busca por lugares menos conhecidos e visitados:
A empresa Booking.com divulgou uma pesquisa onde informa que 51% dos viajantes brasileiros querem contribuir para reduzir o turismo excessivo, 53% estariam dispostos a mudar o destino escolhido por uma alternativa menos conhecida, se soubessem que isso resultaria em um menor impacto ambiental. A idéia é reduzir o excesso de turistas e assim proteger o meio ambiente.
2 – Destinos para novas experiências:
Chega de sempre ir para os mesmos destinos. De acordo com a pesquisa, 7 em cada 10 brasileiros entrevistados esperam que a tecnologia promova a possibilidade de que eles recebam sugestões de viagens surpreendentes e com novas experiências.
3 – Viagens mais tecnológicas:
Cada vez mais as pessoas vão recorrer à Internet para fechar seus pacotes turísticos. Diz a pesquisa que 59% dos entrevistados pretendem usar apps que facilitem as viagens, 55% responderam que recorrerão aos Apps que facilitem o planejamento de viagem com tudo o que precisa em um só destino.
4 – Preferência por meio de transporte mais lento:
O objetivo será reduzir o impacto do deslocamento no meio ambiente. Em 2020 haverá procura por meios de transporte que atendam a um ritmo mais tranquilo, sem se importar em enfrentar um tempo maior até o destino da viagem. A maioria respondeu que nas locomoções turísticas vão preferir bicicletas, bondinhos, trenós, barcos e também passeios a pé.
5 – O pet de estimação fará parte do pacote:
Cada vez mais as pessoas irão integrar seus pets ao ambiente da família, e isso não será diferente no turismo. Na pesquisa do Booking.com, 51% dos entrevistados, com animais de estimação, responderam que só irão viajar em 2020 se puderem levar seus pets, e não se importam em pagar por uma acomodação para o seu animal.
 

 
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Raul Machado Carvalho - Editor