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Publicações 2021

Rios Voadores trazem chuvas para Itu

O que a Estância Turística de Itu tem a ver com a Amazônia? Tem muito e com motivos de boa preocupação. Após a devastação feita pelo homem na região da Mata Atlântica onde dos 5.570 municípios do Brasil, 3.429 estão nas áreas devastadas, agora somos dependentes da floresta amazônica para boa parte do nosso abastecimento de água da chuva.

Essa tragédia da devastação da mata atlântica levou séculos para chegar ao nível de hoje onde só 7,1% das árvores que circundavam a faixa do litoral brasileiro ainda estão em pé. Hoje, existe um grande movimento de recuperação dessa floresta onde estão os maiores contingentes da população e os maiores centros econômicos do país. Séculos, porque a derrubada de árvores era feita com o machado.

Agora, na Amazônia, impera a serra elétrica e a velocidade da derrubada é muito maior. Trata-se de bilhões de árvores que estão à espera dos depredadores. E ela ainda sustenta um regime de chuvas nas regiões centro-oeste, sudeste e sul enquanto suas árvores estiverem em pé. Muitos estudos pioneiros descobriram o caminho da chuva que vem da região amazônica e irriga a agricultura e as cidades do sudeste, onde se inclui Itu.

Conheça os rios voadores

Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para regiões do sul do Brasil.

Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de “rios voadores” – um termo que descreve perfeitamente um fenômeno real que tem um impacto significativo nas vidas dos habitantes da região sudeste do país.

A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Mas, ao encontrar o paredão de quatro mil metros de altura da Cordilheira dos Andes, ela “bate e volta” em direção a grandes áreas do Brasil.

Pela ação da evapotranspiração das árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com mais umidade, que continua sendo transportado rumo ao centro oeste, sudeste e região sul, para cair novamente como chuva mais adiante.

Projeto Rios Voadores

O Projeto Rios Voadores terminou em Dezembro de 2015, após 9 anos de atuação. Inicialmente na coleta de amostras para pesquisa científica e posteriormente na educação ambiental em diversos Estados do Brasil.

As pesquisas realizadas pelo Projeto Rios Voadores, entre 2007-2009, e novamente em 2010-2012, foram inspiradas nos conhecimentos de vários cientistas e pesquisadores que trabalharam durante anos estudando e se especializando sobre o fenômeno dos rios voadores e o transporte de vapor de água no Brasil.

Esse fantástico trabalho foi ilustrado por diversos vídeos educacionais. Não deixe de ver dois deles que são muito interessantes e ilustram bem o tema dos rios voadores.

Acesse os links abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=F6NYhdZwXr8   (Globo Ecologia)
https://www.youtube.com/watch?v=JDdvd-XC_sI      ( Antonio Nobre/INPE)

Conclusão

Não podemos mais aceitar que exista uma Amazônia legal e uma Amazônia ilegal. A Amazônia é uma só. Se Deus criou essa floresta fantástica no coração do Brasil é mais uma prova de que Deus é brasileiro. Na verdade, todos nós precisamos participar do processo de preservação desse espaço abençoado que purifica o ar do mundo e irriga o nosso país com chuvas, sempre bem vindas.

Não dá para uma pessoa só decidir que precisamos exportar madeira. O nome pomposo de Conselho da Amazônia o quê faz? O IBAMA o quê faz? Agora, a bola da vez é o garimpo que expõe nossas riquezas subterrâneas para despertar a cobiça que proporciona mais devastação ainda.

Só nos resta reclamar, inundar as caixas de mensagens de todos os órgãos do governo para, de forma democrática, tentar abrir os olhos dos que estão governando e que logo mais deixarão seus cargos públicos. Todavia, o legado ficará para sempre, mas as próximas gerações tem o direito de sobreviver. Pensemos nisso.

20/05/2021
 
 
www.grandeitu.com.br
Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br